Covid: Toque de recolher em Camaçari é estendido até janeiro

 


Único meio de conter o avanço da pandemia de Covid-19 é o distanciamento social (Foto: Google | 1zoom.me)

Pela nona vez desde julho, a prefeitura de Camaçari amplia a data de vigência do decreto que delimita as normas de circulação e permanência de pessoas em espaços públicos e comerciais na cidade. Com a nova prorrogação, o toque de recolher e as demais medidas permanecem obrigatórias até 21 de janeiro.


A decisão foi oficializada através do Decreto de N.º 7.440/2020, publicado na edição desta segunda-feira (21/12) do Diário Oficial do Município (DOM). Com isso, permanece proibida a circulação e permanência de pessoas nas ruas, equipamentos, locais e praças públicas da sede, orla e zona rural do município, entre 1h e 5h da manhã, diariamente.


Também permanece decretado estado de emergência na cidade, o que permite ao prefeito executar algumas ações como compras de bens e contratação de serviços sem a realização de licitações.


Inócuo


Embora as medidas restritivas sejam importantes e necessárias, já que o único meio de conter o avanço da pandemia de Covid-19 é o distanciamento social, elas têm se mostrado inócuas, já que o número de casos na cidade voltou a aumentar desde novembro, como demonstrou o levantamento feito pelo CFF.


Enquanto o número de contaminados e de mortos continua crescendo, a única manifestação que se vê do poder público municipal é ampliar o prazo de validade de um documento que, notadamente, só está surtindo efeito na gestão financeira da prefeitura, ao facilitar compras e pagamentos.


A czar o que é de czar


Se, de um lado, o município demonstra inércia ao se limitar a estender o prazo das mesmas medidas que têm se provado ineficazes, por outro, a população também se mostra irresponsável, ao permanecer se expondo, e expondo seus entes queridos.


É preciso entender que a pandemia não acabou porque algumas pessoas estão 'cansadas' de se proteger. Usar a máscara, manter distanciamento social de 1,5m quando houver necessidade de compartilhar espaços com estranhos, evitar ao máximo contato com pessoas que estão fora do convívio doméstico são medidas que causam impacto emocional, mas ao mesmo tempo, são relativamente simples de cumprir.


Cabe a cada um a responsabilidade de preservar a sua própria vida e vida dos que estão ao redor de si, tanto quanto cabe ao poder público pensar novas estratégias de enfrentamento, quando as vigentes se provaram ineficazes.

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