COVID-19: Remédio que combate a infecção está em fase final de testes

 


A empresa farmacêutica britânica AstraZeneca - uma das duas que tem contrato para produção de vacinas com o Brasil - lançou mais uma luz de esperança no combate à Covid-19: a empresa desenvolveu um medicamento que promete combater a infecção e impedir o desenvolvimento da doença.


O produto recebeu o nome de AZD7442 e está na fase final de testes, a chamada fase 3, na qual milhares de voluntários recebem o medicamento e sua eficácia é verificada; caso seja comprovada e a empresa receba aprovação das autoridades sanitárias, o remédio pode estar disponível até abril. Nas fases de teste anteriores, a o medicamento se mostrou promissor.


Entenda como funciona


Para combater infecções, o corpo produz anticorpos. Cada anticorpo é específico para determinado agente contaminante. No entanto, a resposta natural à infecção pode demorar muito para acontecer, ou mesmo sequer ocorrer, resultando no agravamento do quadro e nas milhares de mortes vistas no mundo inteiro.


A proposta da terapia desenvolvida pela AstraZeneca é oferecer os anticorpos prontos. Assim seria possível combater a infecção e salvar vidas, de forma mais célere e mais eficaz.


A estratégia da empresa se baseou em isolar o tipo mais eficaz de anticorpo conta o coronavírus, o monoclonal, e replicá-lo em massa, em laboratório. Além disso, a equipe também modificou o anticorpo para aumentar seu tempo de vida, promovendo uma proteção mais duradoura, similar ao tempo da vacina contra a gripe: entre seis meses e um ano.


A proposta da equipe é que o medicamento possa ser usado em surtos, dentro de escolas e hospitais por exemplo, além de atender a pessoas que não possam receber a vacina.


Dar o peixe X ensinar a pescar


A grande diferença entre o medicamento e a vacina está em como cada um age dentro do corpo: a vacina, dependendo da tecnologia usada, pode ser uma infecção atenuada, leve ou simular uma infecção. Com isso, o corpo tem tempo para "aprender" a se defender do vírus e criar seus próprios anticorpos.


Esse processo gera uma memória celular: havendo uma infecção real, a resposta será mais rápida, evitando que a pessoa desenvolva a doença ou, se desenvolver, que chegue a estágios graves. Com isso, a vacina tem um tempo de durabilidade muito maior. No entanto, ela não serve para quem já está doente.


O medicamento, por trazer o pacote de defesa pronto, consegue ser eficiente para quem já está infectado, mas, não gera memória, ou seja, não ensina o corpo se defender. Portanto, não previne infecções futuras.


Por causa do efeito curto e da aplicação restrita, medicamentos também são mais rápidos de serem desenvolvidos e exigem período de testes menor, chegando mais rápido ao mercado. O que, no meio de uma pandemia, é uma vantagem e tanto.


Agora é aguardar o resultados dos testes e torcer para que funcione.

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